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quinta-feira, 17 de março de 2011

sábado, 18 de dezembro de 2010

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Produtores desconhecidos dominam as rádios e pistas com remixes de artistas pop



"Uma faixa que não parece formatada para tocar em rádios dance e pistas de danças, como a de um artista de MPB, por exemplo, pode ficar perfeita após a adição de efeitos por meio de softwares específicos. É o famoso remix, que já colocou nas paradas muitos músicos que, ao menos teoricamente, não fazem canções para serem tocadas em baladas.

No Brasil, alguns dos artistas que já foram vítimas, no bom sentido, desse fenômeno são Vanessa da Mata, Seu Jorge e Jorge Vercillo, respectivamente: as versões de Ai Ai Ai, Burguesinha e Que Nem Maré tocam até hoje em casas noturnas voltadas a um público mais pop. E, curiosamente, os responsáveis pelas transformações das músicas desses e de outros artistas conhecidos são nomes totalmente desconhecidos do grande público. Conheça alguns deles abaixo:

Crossover

O Crossover, projeto criado pelo produtor e DJ Júlio Torres e o instrumentista e arranjador Amon Lima, integrante da Família Lima, tem como objetivo incorporar sonoridades típicas da música clássica com ritmos da eletrônica. Com um disco autoral no currículo - Humanized, no qual trabalham com sonoridades da house music -, a dupla está ganhando nome ao produzir remixes para diversos nomes do atual cenário pop.

Um dos artistas que solicitaram seus serviços é o grupo Jota Quest, de quem remixaram a faixa Seis e Trinta, do último disco dos rapazes, La Plata. Eles também trabalharam com Sandy na música Scandal, que surpreendentemente fez muito sucesso no Canadá ao ser lançada, em maio, chegando a atingir a marca de 13º música mais tocada no país.

“Remixar é sempre um pesadelo divertido. O mais desafio está em esquecer como era a música original e visualizá-lo como uma faixa nova", diz o violinista da Família Lima. "Deixo a parte inicial com o Julio, para evitar que eu entre de cabeça com arranjos, que não são tão importantes num remix. Após termos um groove pronto, toco instrumentos em cima e testo elementos da versão original para ver o que funciona”.

Para Julio Torres, compor e remixar é, na verdade, um trabalho bastante parecido. “A única diferença é que precisamos ter a cabeça formatada para fazer algo mais pop. Com esse direcionamento, a coisa acontece naturalmente”, afirma ele.

“Um bom profissional sabe extrair do artista o que ele tem de melhor e, ao mesmo tempo, torná-lo comercialmente viável. Mas, hoje em dia, o produtor é vedete: a gente ouve a música de caras como Tiesto e Fat Boy e não faz a mínima ideia de quem canta”, finaliza Lima."

Fonte:http://virgula.uol.com.br/ver/noticia/musica/2009/08/10/215550-produtores-desconhecidos-dominam-as-radios-e-pistas-com-remixes-de-artistas-pop#

sexta-feira, 31 de julho de 2009

2° Parte das perguntas enviadas por fãs

> Carla :Amon, quais foram os presentes mais surpresos que você ganhou de fã?

As fãs são sempre muito carinhosas, é difícil escolher um presente só. Na época das cartas (antes do e mail) a gente ganhava umas cartas gigantes das fãs da Familia Lima, tinha umas de uns 30 metros... Um mais recente que me pegou de surpresa foi uma garrafa de Vodka... foi bem na época que o Crossover começou a rolar com mais frequência, acho que quiseram me dar um presente que tivesse a ver com Balada....Foi divertido na hora que eu ganhei, e muito mais divertido quando eu abri, hehehe!



> Luciana: Amon você é: solteiro convicto ou pra casar... aguardamos a reposta sincera dele!!
> bjooo


Oi Lu, difícil essa pergunta hein? Acho que as duas coisas. Quero casar sim mas agora estou focado na carreira. Tenho pouquíssimo tempo livre por causa dos compromissos com Família Lima, Crossover , Bittencourt Project , além das gravações e participações com outros artistas, etc... então fica difícil achar tempo para me dedicar a um relacionamento, mas pretendo sim num futuro não muito distante diminuir o ritmo e ter mais tempo pra minha vida pessoal.

> Cadu: por que do nome Crossover?

O nome surgiu quando estávamos acertando a primeira apresentação oficial do projeto. Já tinhamos feito algumas festas da Cool Magazine mais para ir experimentando, daí convidaram a gente para tocar no extinto Soul Sister. A Pati Correa que cuidava da programação do Club falava o tempo todo em "Crossover" e gostamos da palavra, tinha a ver com a história que estávamos criando... de misturar a sonoridade eletrônica com elementos ao vivo.

> Viv´s: Oi Amon queridooo. Gostaria de saber que lugares você indica para conhecer pelo Brasil. E aqui em São Paulo, onde você mais gosta de ir?

O Brasil é imenso e cheio de lugares fantásticos, e um dos meus favoritos é Balneário Camboriú, pois junta tudo de bom. Tem um monte de praias lindas , uma estrutura de capital com muitos restaurantes e bares que não fecham cedo, um monte de gente bonita e as melhores baladas.
Em São Paulo é difícil escolher um lugar só porque tem muita opção, mas se é para escolher fico com o Auditório do Ibirapuera, que é o teatro mais bonito que já me apresentei.


> Malu: Amon, você faz esportes de aventura mesmo? Onde você gosta de praticar e quais modalidades mais gosta?

Ultimamente ando sem tempo, estou só fazendo academia e jogando videogame mesmo. Mas já pratiquei Para-quedismo, Rapel, Mergulho, Bike e quando sobra um tempo sempre vou fazer alguma aventura pra não enferrujar.

> July: Amon lindo.. rs você já recebeu uma proposta indecente de uma fã? Qual ?

Já recebi sim... mas sou discreto com isso.

> Gabriel: E ai Amon, blz meu.. fiquei sabendo que você curte uns games.. quais você mais curte jogar? Vlw. Abc.

Muita coisa, todos os Marios, Resident Evil, Metal Gear , Street Fighter , Tekken vários clássicos tipo Megaman, Contra, etc... e o meu jogo favorito de todos so tempos Taiko no Tatsujin (jogava no ps2 e acabei de ganhar o tambor para o Wii).

> Nanda: o que você gosta e fazer no tempo livre?

Não tenho tempo livre! Brincadeira... Gosto de jogar games, comer , ver filmes, pedalar, ver os amigos, estudar alguma coisa ou ficar dormindo...

> Túlio: Qual software você indica para quem esta começando a trabalhar com produção e mixagem de musica?

Essa pergunta é fácil de difícil ao mesmo tempo. Não acho que vale a pena em investir em um software só "para começar" porque o custo de um setup bala e um meia boca é quase o mesmo então não compensa. Tu precisa de um bom computador (laptop ou desk) e uma placa de áudio (as da M-Audio são excelentes). Hj em dia quase todos os softwares fazem a mesma coisa, então é uma questão de gosto também. Posso falar dos que conheço bem e trabalho há muitos anos.
O Reason 4 é excelente se tu não precisar gravar audio, apenas editar e gravar Midi. Já vem com uma livraria gigante de timbres, samples, loops e instrumentos e se quiser mais tem os Refils pra vender.
O Pro Tools é a escolha mais óbvia, já que 90 por cento dos técnicos de som recomendam esse programa e praticamente todos os discos são gravados com ele. Muitos usam o Pro Tools em Rewire com o Reason, assim contam com toda a livraria do Reason e a qualidade de gravação do Pro Tools e as excelentes ferramentas de edição de áudio dele. O Carmina Burana da Família Lima foi todo produzido, gravado e mixado com esse setup.
Por último o meu favorito o Ableton Live 8, que uso tanto para produzir como para tocar ao vivo no Crossover. É o programa mais fácil de usar (na minha opnião), e tem um monte de ferramentas pra editar audio e midi, como slicer, warp , loop machine, beat repeat etc... é o favorito dos produtores de música eletrônica. Eu te indicaria esse mas acho que vale a pena dar uma olhada em todos e pesquisar bem antes de tomar tua decisão. Dá uma olhada no site www.quanta.com.br , eles importam a maioria desses softwares, plug ins além das interfaces de áudio, controladores, etc...


> Leka: qual o seu filme e seu livro favorito?

Livro é a série clásssica "o Guia do Mochileiro das Galáxias" do Douglas Adams e filme Scarface.

terça-feira, 21 de julho de 2009

RT @amonlima Saiu uma matéria sobre o Remix no site da MTV: http://mtv.uol.com.br/batuq...

...no embalo do twitter rss

Aí vai a matéria que o Amon comentou por lá:



"Misturas
20/07/2009 - 14:06
Artistas da Tune Music remixam música ‘seis e trinta’ da banda mineira Jota Quest

A nova música de trabalho da banda mineira Jota Quest, “seis e trinta”, conta com remixes do DJ paulistano Vitor Lima (www.vitorlima.com) e do projeto de Julio Torres (www.myspace.com/djjuliotorres) e Amon Lima da familia Lima: o Crossover; projeto que teve Sandy da dupla Sandy & Junior como parceira nos vocais na produção do cd "Humanized".




Rogério Flausino conhece os artistas da Tune há anos, e já dividiram o palco por diversas vezes. Rogério Flausino é um apaixonado por música eletrônica e já confirmou presença no próximo CD do Crossover. (HUHU!!!)

Em parceria de Vitor Lima com o produtor Ali Disco B, a versão está em fase final de produção, e manteve a influência pop da banda com toques de modernidade, lembrando remixes de bandas como The Killers e Franz Ferdinand. Nas palavras do próprio Rogério Flausino, o remix “é um gol de placa”. O resultado pode ser conferido no myspace oficial da banda.

Confira os remixes em http://www.myspace.com/jotaquest

Durante essa semana os amantes da house music terão a oportunidade de escutar o DJ Vitor Lima em dois dos maiores templos da e-music brasileria. Primeiro na quinta-feira, dia 16, ele se apresenta na Clash Club, e depois Sábado, dia 18, na Pacha São Paulo, onde o DJ é a atração da pista principal, o Domo Pacha.

E para quem quiser conferir o sucesso de público Crossover, ele vão fazer show em Curitiba no último dia do mês, 31, com Junior Lima que volta a se apresentar junto com o projeto na festa Peace and Love no Graciosa Country Club.


Mais informações:http://www.tune.art.br/

http://www.myspace.com/vitorlima

http://www.myspace.com/crossoverbr

Po Lauren F."

(e um acréscimo a reportagem.. http://www.amon-ralima.blogspot.com)


Tks Amon!!

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Perguntas dos fãs respondidas pelo Amon Lima



devido a correria do Amon, ele irá responder as perguntas em etapas. Caso você ainda não tenha enviado a sua pergunta, ou queira fazer outras, é só envia-las aqui no blog.

PARTE 1


Luana Dojas (Os Limas): Oi Amon tudo bem? Como surgiu á ideia de fazer carreira paralela e fazer dupla com o Dj Julio torres no projeto Crossover?Que aliás está muito bom á mistura do Erudito com o eletrônico.

Amon: A idéia surgiu de um convite do Paulo Campos, um percussionista amigo meu que trabalha com isso há anos. Ele me convidou para trabalhar com ele fazendo "jams" com DJs. Eu gostei da história toda, das possibilidades musicais e comerciais que surgiram, e procurei um DJ para tocar sempre comigo para que a coisa toda ficasse mais "redonda". O Júlio na época estava procurando um músico que tivesse vontade e competência para esse tipo de trabalho, fomos apresentados por um amigo em comum, o Cris Rufino da Cool Mag. E rolou uma afinidade musical e pessoal, que só vem crescendo com o tempo.


Luciana: Amon, seu coração tem dona atualmente??

Amon: Nãaao! hehehe.

Juliana Farina: gostaria de saber se tem alguma experiência musical que você ainda não viveu e gostaria de vivenciar.

Amon: Existem muitas, mas não penso muito nesse tipo de coisa, pra não "forçar" nada. Me preocupo apenas em me manter "em forma" ,musicalmente falando, para estar pronto para as oportunidades que vão surgindo.


Lais: Queria saber, qual foi a sua reação ao saber que a musica scandal estava fazendo sucesso no Canadá? Como você avalia esse projeto com o Dj Julio torres, que teve ótima repercussão, com bastante apresentações, foi premiado......

Amon: A música ter bombado no Canadá foi uma surpresa fantástica!! O mais incrível foi que não fizemos absolutamente nenhuma divulgação por lá, e mesmo assim ela ficou na frente de artistas como Britney Spears e Alicia Keys. Ouvi falar que "Scandal" tocou também na Espanha e Portugal. O álbum de estréia do Crossover "Humanized" ganhou o prêmio de Álbum do Ano no Cool Awards 2008.


Ana CaTrin: Você tem a pretensão em voltar a tocar jazz?

Amon: Não parei de estudar Jazz e Improvisação, mas estou sem tempo para tocar mais um projeto. Sinto falta pois aprendi muito com o pessoal do quarteto (Erik Escobar, Igor e Chico Wollcox).Com certeza em algum momento pretendo voltar a tocar Jazz, mas por enquanto é impossível.


Leonardo: Quando e como você recebeu o convite para tocar com o Rafael Bittencourt? Como é tocar rock com violino?

Amon: Nós temos dois patrocinadores em comum, a Yamaha e a Quanta Music. E passamos a nos esbarrar em vários eventos realizados por estes patrocinadores onde inevitavelmente agente se confraterniza e toca junto também. Aos poucos, foi pintando uma afinidade musical e pessoal. Isto foi há uns dois ou três anos. E, apesar de atuarmos em campos bem distintos, temos uma visão musical muito parecida. Sou muito curioso em conhecer como os músicos de outros estilos pensam música e o Rafael é um cara com uma visão musical bem particular. E apesar de ser conhecido por sua carreira dentro do heavy-metal, é formado em composição e conhece vários outros estilos.

Tocar Rock no Violino é um desafio interessante. Especialmente tirar os solos e tentar tocá-los com o "feeling" mais parecido com o da guitarra possível. Eu sempre digo que o Violino é apenas um instrumento, e o músico que deveria determinar como ele deve soar, e não o contrário.


Caio: E ai Amon, blz? Como foi a reação do público americano ao ouvir o Crossover ao vivo?

Amon: Crossover nunca se apresentou nos EUA.
(pois essa eu tb não sabia!! AC)

Samara: Futuramente você pretende continuar com esses projetos e com a Família Lima?
Gostaria de saber também um pouquinho de sua vida pessoal , se pretende se casar e o que anda fazendo no seu lazer.
Bjaum!

Amon: Pretendo manter esses trabalhos com certeza , e de preferência muitos outros ainda. Pretendo me casar sim, no futuro. No meu tempo livre procuro descansar o máximo para aguentar a correria.

terça-feira, 3 de março de 2009

Fotos Crossover Live - Enjoy Club - Balneário Camboriú/SC

"20/02/2009
O carnaval/2009 de Balneário Camboriú deu seu pontapé inicial com a presença do duo Crossover Live (Julio Torres + Amon Lima) no club Enjoy. Apresentando grandes sucessos da house music com o interessantíssimo reforço de violino de Amon, o Crossover fez o público presente cantar em coro suas versões particulares para sucessos como With or Without You, da banda irlandesa U2. Completando o line-up, o DJ Renatinho Ribas também deu o seu recado na mesma noite.

Fotos por Daniel Eduardo Gomes"
http://www.portalelectromag.com.br/











terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Carmina Burana.. Desmistificando o seu valor popular!

É muito fácil rotular algo que nem ao menos conhecemos.
Quando nos deparamos com o Cd da Família Lima, logo criamos uma barreira ao conhecer o título " Carmina Burana", aí pensamos em música clássica, música para as pessoas de alta sociedade.. aff.. um pré conceito horrível, como se "pobre" só ouvisse funk .. ai ai em.. Esta certo que muito tem a ver com o meio cultural que cada um vive, mas hoje a música clássica é bem mais acessível. Enfim...
Estava vendo algumas coisas na net e achei esta reportagem sobre a FL e o show feito na Usina do Gasômetro- RS.
Destaquei as partes que achei realmente legais.. Desmistifica o rótulo que infelizmente muitos tem em relação a música da FL.

Parem com pré conceitos, amplie sua mente... abra seu leque de conhecimentos.


"O grande destaque da noite de sábado na Usina do Gasômetro foi o show da Família Lima. O grupo, além de apresentar canções conhecidas do público, tocou obras do seu último trabalho, Carmina Burana, inspirada nas composições do alemão Carl Orff. Com fôlego invejável para muitas bandas pop, a Família Lima demonstrou uma boa performance de palco, tocando com vigor digno de astros do rock'n'roll.

O show contou com músicas que misturam o erudito ao rock e ao metal, graças à combinação de instrumentos acústicos e eletrônicos. Segundo Amon-Rá Lima, em entrevista ao clicRBS, essa mescla é conseqüência natural de seu estilo em busca de uma experimentação através de efeitos sonoros.

- Chegou um momento em que eu disse: tenho que tocar violino elétrico, pela liberdade que me dá - enfatiza.

Sobre a questão do rock erudito, Lucas Lima complementa que buscou inspiração em bandas como a australiana Silverchair, que apresentavam suas músicas, de rock, com uma certa essência da música erudita.

O grupo conta que a essência da banda, hoje, vem do fato de que, quando se encontram para trabalhar em novas músicas, cada um traz consigo o aprendizado do período em que estiveram afastados. Assim, com diversas influências, compõem sempre uma obra peculiar. Lucas salienta que desde o início da carreira já mesclavam diversos estilos, alternando e reunindo ritmos.

- Resolvemos optar por não optar, misturando tudo - finaliza.

Sobre o novo trabalho, Carmina Burana, o grupo orgulha-se de ter lançado o projeto de forma independente. Até por ser um combo de CD e DVD com 24 faixas e um desenho especial de capa, o que contribuiu para deixar as gravadoras receosas em investir na obra. A independência, porém, como destaca Lucas, deu liberdade para que trabalhassem a música como realmente queriam. Ele inclusive admite ter gostado muito do trabalho:

- Eu não paro de ouvi-lo - confessa. "

Nem eu.. rs


Fonte:http://www.clicrbs.com.br/especial/rs/usinadenatal/noticia/detalhe/Familia-Lima-empolga-publico-no-Gasometro.html

domingo, 25 de janeiro de 2009

Família Lima

Video Antiguinho, do cd Italiano ainda.. mas esta bem legal a entrevista. Na verdade eu só postei pq tem a minha música favorita: "Teu Beijo".. hauhua..

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

entrevista exclusiva à primeira edição de ELECTRO M.A.G.

Entrevista.. ebaa..
Soube dela lá no forum feito pela Hanner e pela Dany. (http://familialima.forumais.com/forum.htm).
Espero que gostem !

CROSSOVER: HOUSE SOFISTICADO PARA QUALQUER LUGAR



Da idéia de criar algo mais rico e mais atraente aos olhos (não apenas aos ouvidos) surgiu o projeto Crossover, formado pelo DJ e produtor Julio Torres e pelo violinista Amon Lima, conhecido por sua trajetória junto à Família Lima. "Eu não queria mais continuar apenas tocando, queria produzir mais", conta Julio Torres, que, ao lado de Amon, concedeu entrevista exclusiva à primeira edição de ELECTRO M.A.G., que você pode ler aqui no site na íntegra!

ELECTRO M.A.G.: Como surgiu o Crossover?
Julio Torres: A gente queria fazer um negócio sério, com conceito, sem aquela coisa de simplesmente tocar para o público. Queríamos fazer um lance com produção mesmo, algo direcionado para Live PA. Começamos amadurecer a idéia a partir daí... E aí surgiu a primeira festa no Soul Syster. Pessoas como a Patrícia Corrêa e o Papel (da Pacha) deram uma boa força no início. Foi nossa primeira gig.[/itálico]

ELECTRO: E isso já faz quanto tempo?
Amon Lima: Três anos e meio.

ELECTRO: Como foi essa 1ª gig?
Julio: Foi muito bacana pelo seguinte motivo: foi num club do Itaim com um público underground, porque era aniversário da Patrícia Corrêa e ela direcionou a divulgação para o público dela. O line-up ainda tinha André Juliani, Mau Mau e Erick Caramelo.

ELECTRO: Como vocês definem o som de vocês?
Julio: House com melodia. Um som mais sofisticado, não tão abstrato. O estilo é uma coisa da qual você começa a ter uma noção maior quando já está no estúdio, aí sim você começa a dar uma cara pro som. Tocar é uma coisa muito mais simples. E o disco ficou mais house, com muito piano, violino e tal... E eu acho que é um som mais sofisticado, que não é tão abstrato. No segundo disco a gente vai começar a experimentar mais coisas.

ELECTRO: Depois do lançamento de Humanized, já há previsão de lançamento para o segundo trabalho?
Amon: A meta é entre o início do verão e o primeiro semestre de 2009. As idéias já estão na cabeça, vamos começar a trabalhar nele agora. Basta ir ao estúdio e começar.

ELECTRO: E como foi o encontro de vocês? Amon, você está morando em São Paulo, conte-nos um pouco sobre você?
Amon: Mudei pra São Paulo com 25 anos, à procura de alguma faculdade de música, enfim, precisava de alguma coisa pra expandir minha musicalidade. Fui atrás de músicos de jazz underground. Sempre gostei disso, queria tocar. E o legal de estar em São Paulo é que tem muita informação musical, principalmente dessa galera do jazz, bem underground mesmo. Meu forte é violino e um pouco de piano. Gosto de tirar sons diferentes do violino, tanto na Família Lima quanto no Crossover - que dá uma liberdade ainda maior para isso, é aonde posso tirar no violino sons parecidos com sax, guitarras, ruídos de vozes alienígenas, enfim, a idéia, dentro do Crossover, é acrescentar com melodias e linhas sonoras abstratas.
Julio: Tocamos recentemente no Club Fiction (GO), um club mais conceitual, como o D-Edge. Nosso set foi mais 'concept' e menos melodia.
Amon: Hoje a Quanta nos fornece equipamentos da M-Audio, o que dá margem para mais inovação. Eu costumo usar também controles do Nintendo Wii. Com ele consigo reproduzir vocais, barulhos, filtros e tem um apelo visual que agrega muito na apresentação.

ELECTRO: Ficamos sabendo que vocês terão participação do Junior (ex-Sandy e Junior) em alguns shows...
Amon: Ele gostou muito do projeto, mas não tem muito tempo. Mas ele está realmente a fim de participar. Começamos os ensaios, ele vai tocar basicamente bateria eletrônica, que é a praia dele, em cinco apresentações, que provavelmente acontecerão em outubro. As gigs devem rolar em alguns clubs e eventos especiais. Claro que será um negócio muito bem feito, nos preocupamos demais com isso. Inclusive, foi com o Julio que eu aprendi muita coisa, essa linguagem eletrônica. Cheguei, inclusive, a fazer um curso de DJs e até alguns sets com o case do Julio...

ELECTRO: Além do tracklist do álbum vocês já têm muito mais faixas prontas? Como é construído o show do Crossover hoje em dia?
Julio: Não usamos apenas faixas do álbum. Mesclamos faixas próprias com algumas de outros artistas. É basicamente um set com o acompanhamento do Amon, seja tocando violino ou fazendo incursões com os controles do Nintendo Wii. O Amon gosta do improviso, trouxe isso do jazz.
Amon: No começo o live era fechado, ensaiado, com hora de início e término. Percebemos que estávamos perdendo o feeling de pista, que eu considero uma das grandes características do Julio enquanto DJ. Então preferimos deixar o improviso tomar conta do show.

ELECTRO: Qual é a média de apresentações do Crossover hoje em dia?
Julio: Estamos com uma média de seis datas por mês. Parece não ser muito, mas somando as minhas datas como DJ e as datas do Amon pela Família Lima, chegamos a fazer cerca de 12 apresentações por mês, no total. Temos ido às principais capitais do Brasil.

ELECTRO: E quais lugares têm tido uma recepção mais especial para com o som de vocês?
Julio: Joinville foi sensacional nas duas vezes e que tocamos lá, sobretudo no Festival de Dança. Goiânia também foi ótimo. Curitiba, na Eon. Na Anzu, de Itu, também foi excelente! Na Museum e na Pacha, ambas em São Paulo, idem.

ELECTRO: E vocês pretendem intensificar a agenda para 2009?
Amon: Com certeza vamos intensificar.

ELECTRO: Amon, e falando em agenda, como está a da Família Lima hoje em dia?
Amon: Ah, bombando também. Acontece muito de a gente não ter disponibilidade para o Crossover por conta da Família Lima. Mas normalmente dá para fazer duas datas na mesma noite, já que as apresentações da Família Lima costumam rolar antes de meia-noite.

ELECTRO: E fazendo uma comparação logística com as bandas populares, é muito mais simples contratar um projeto como o de vocês?
Amon: Extremamente simples. Não despacho bagagem, levo uma mochila e uma mala, monto o equipamento em 10 minutos, na hora, não tem erro. Por isso queremos levar esse show para muita gente. Pra quem está acostumado a fazer evento com banda, a simplicidade nem se compara. Não tem road manager, não tem rider técnico, nada... Somos apenas dois. E a nossa sonoridade fica com uma qualidade muito rica.

ELECTRO: Quantas pessoas, normalmente, são envolvidas na produção do show da Família Lima?
Amon: 16, sendo seis no palco e 10 nos bastidores. Qualquer dupla sertaneja bem sucedida tem de 40 a 50 pessoas, ou seja, 16 já é um número enxuto. Inclusive, isso foi uma coisa importante que aprendi na Família Lima: otimizar, trabalhando com pouco.

ELECTRO: E vocês costumam tocar em ocasiões especiais, como casamentos ou coisas do gênero?
Amon: Sim, tocamos em muitos eventos corporativos, em que é difícil imaginar um DJ tocando. Há quatro anos eu faço as aberturas da Fórmula Truck. Inclusive, fizemos um show para o pessoal que ficou acampado lá, gente popular, estão acostumados com sertanejo. Começamos tocar e eles ficaram loucos, dançaram muito!
Julio: Tocamos também no casamento da filha do governador do Ceará, em Fortaleza, com o Ciro Gomes se esbaldando na pista, com as mãos pro alto. Foi surreal ver aquilo. No final do casamento, a noiva me pediu para tocar o 'meu som' (o que toco no D-Edge). Foi uma das horas que mais a coisa rolou...

ELECTRO: Julio, você que já toca há muito tempo e que vivenciou toda essa evolução da figura do DJ, de um mero coadjuvante a um artista, de fato. Como você avalia essa mudança do status do DJ ao longo dos anos?
Julio: O mercado era menor. Havia pouca divulgação, o que tornava a coisa restrita, até que as pessoas começaram a perceber que aquela música servia para outros tipos de eventos. Foi quando a música eletrônica saiu da periferia e foi para os Jardins, para os clubs mais badalados. Continuou a ser underground, mas passou a abranger mais público. A mídia especializada surgiu e a coisa foi sendo disseminada. Acho até que a coisa ficou muito popular e acabou atrapalhando um pouco.

ELECTRO: Atrapalhando em que sentido?
Julio: Surgiu uma figura muito maléfica pra cena, o DJ sem informação. Sabe tocar, mas não tem informação nenhuma. E o trabalho do DJ, desde que aprendi, é justamente transmitir informação, mostrar novidades! Hoje em dia, em muitos casos, o cara baixa música da internet, vai lá e toca. Hoje o cenário eletrônico de São Paulo só não está maior por conta desses DJs. A cidade é muito grande e hoje dá pra contar nos dedos os clubs bem conceituados por aqui. O D-Edge é um dos que mais fortalece, senão o que mais. O Pacha faz eventos mais comerciais (o que é necessário, pelo seu tamanho) mas também fortalece. O próprio Museum e a Disco (às quartas). Hoje em São Paulo tem muito mais festas itinerantes bacanas, com DJs renomados, do que em clubs... Enfim, a cidade é muito grande para a quantidade extremamente pequena de clubs que acrescentam musicalmente às pessoas, onde o DJ é formador de opinião. O cenário foi construído dentro desta proposta de apresentar música nova. Se você não toca música nova, as pessoas não imploram pra você tocar - elas até tendem a preferir o mais fácil. A Toco, por exemplo, era um club mega, que eu freqüentava em 91, 92. Lá eles mesclavam entre comercial e o underground, ouvia o Marky tocando house. Mas na pistinha lá de cima a coisa pegava de verdade, e o próprio Marky teve um papel importantíssimo ali.
Amon: No jazz também noto que existe esta separação. Há muita gente boa, mas também muita gente medíocre. Eu tive sorte de ter sido apresentado ao Julio Torres, que é um DJ sério. Através dele fiz curso de DJ, aprendi sobre esta cultura.

ELECTRO: Esta questão cultural é muito importante. Falem-nos mais sobre isso...
Julio: Ontem eu dei uma palestra no Senac da Lapa, a convite do Jason Bralli, e foi sensacional. Lotada! Eles querem fazer um trabalho sério. Das 50 pessoas presentes, aproximadamente, umas 35 não eram DJs e não tinham a menor idéia de como a coisa funcionava. E dos que já eram, muitos ficaram impressionados ao entender como o funciona uma carreira. Quando entramos no assunto warm-up, por exemplo, ninguém sabia do que se tratava. Não adianta o DJ tocar bem no horário errado. Precisa ter um senso de horário quando se está tocando. Olha como a questão da informação é importante. Acho muito bacana essa história pedagógica também. Sinto que isso falta nos cursos de hoje e vejo que o Senac está atento a isso.

ELECTRO: É bacana uma instituição séria fazer isso, porque ajuda a disseminar a cultura...
Amon: E mesmo com todas essas falhas, acho que a cena eletrônica é uma das poucas que hoje está preocupada em evoluir, que têm muita gente entrando e tentando agregar, enfim, é um momento muito rico, de evolução, que quase não vejo acontecer com outros gêneros. Muitas pessoas não têm noção do tamanho desse segmento.

ELECTRO: Amon, você que sempre trabalhou como instrumentista, que toca desde os três anos, como você via a música eletrônica há 10 anos atrás?
Amon: Há uns 15 anos eu já ouvia house. Em minha adolescência, até cheguei a produzir algumas coisas, quando ganhei um teclado do meu pai. Ouvia muito C&C Music Factory, Art Of Noise, Kraftwerk... Eu ia às festas, mas não tinha noção exata da questão cultural. Antes de conhecer o Júlio, conheci o Paulo Campos, que faz trabalhos de percussão com música eletrônica, mais focado em casamentos, ele me chamava para se apresentar com ele e eu acabei gostando e achei interessante procurar um DJ bacana e evoluir essa idéia. Mas eu sempre gostei de brincar com sampler, essas coisas. Parece que foi uma coisa que ficou adormecida em mim e que resolveu acordar agora.

ELECTRO: Que músicas do álbum mais se destacaram até agora?
Amon: Scandal, com o vocal da Sandy, fez muito sucesso, inevitavelmente. Quando saiu a noticia, derrubou o servidor do Uol, todo mundo ouviu. Recentemente também foi pra rádio, está tocando na Transamérica. Mas na internet foi explosivo.
Julio: Space Invaderz foi uma das mais vendidas do Beatport, provavelmente por causa do piano. Number One também foi muito bem, acredito que pelo violino, é muito melódica. Outra que estourou foi One God, cujos arranjos fizemos com uma orquestra sinfônica, de 50 músicos, montada para um projeto da LG. O maestro foi o Julio Medalha. Fizemos esta apresentação no Rio de Janeiro, na Lagoa Rodrigo de Freitas, e em São Paulo, no Parque Villa-Lobos. Foi realmente muito legal!

ELECTRO: Vocês pretendem fazer mais músicas com a Sandy?
Amon: Não está nos planos, mas pode rolar alguma coisa, de forma espontânea, como aconteceu na faixa Scandal. Estávamos no estúdio com o Rogério Flausino e ela estava com a gente. Na hora ela teve a idéia, escreveu e já começamos a gravar. Tanto a Sandy quanto o Junior sabem muito de música.

ELECTRO: As participações de amigos são uma tendência para o segundo disco?
Amon: Depende, estamos abertos e ainda estudando as próximas faixas com participações especiais.

ELECTRO: E como está sendo a aceitação dos DJs gringos para com o trabalho de vocês?
Julio: Quem já começou tocar Scandal foi o Hernan Cattaneo e o Steve Lawler. Inclusive, ia sair pelo selo dele (o Harlem), mas ele fechou e abriu outro mais focado em minimal. E para este novo selo a faixa não se encaixava muito. Agora vai começar a sair versões extended, diferente do álbum, que só teve faixas em versão edit, o que impossibilitava os DJs de tocarem. Mas a gente se surpreendeu com a quantidade de downloads no Beatport.

ELECTRO: E como os DJs estavam trabalhando a faixa enquanto isso?
Julio: Eu tenho a versão extended de algumas faixas, só que elas não estavam sendo lançadas, só passei para os tops, como Nic Fanciulli, Steve Lawler, Hernan Cattaneo (que tocou muito One God). Agora vamos lançar as versões extended...
Amon: Um negócio bacana é o que vamos fazer com a Humanized. Um concurso de remix, que vamos lançar na Expo Music (24 a 28 de setembro). Vamos disponibilizar a faixa aberta e eleger o resultado apenas em 2009. O vencedor ganhará um estúdio (com monitor, controlador, placa de áudio, programas). Todas essas informações estão no site da Quanta e do Crossover.

ELECTRO: Já há algo rolando em termos de turnê internacional?
Amon: Já rolou vários namoros. A gente até ia para a Love Parade [Berlim - ALE], mas acabou não dando certo. A questão da agenda da Família Lima também dificulta. Teríamos gigs no Chile em dezembro, mas é um mês em que a agenda da Família Lima está cheia, então acabou não rolando...
Julio: Hoje em dia eu só aceito viajar para turnê internacional se for algo que realmente valha a pena, como em todas as vezes que eu fui - em club bacana e com uma logística legal. A idéia de ir numa quinta e voltar domingo, por exemplo, me incomoda muito. Você mal se adapta ao fuso horário e já precisa entrar pra tocar. Gosto da idéia da turnê planejada, é muito menos desgastante e permite que você aproveite mais a experiência internacional.

Por Guigo Monfrinato e Daniel Eduardo Gomes

MAIS:
www.rmx.art.br
http://www.crossoverlive.com.br/



Fonte: http://www.portalelectromag.com.br/magazine/capa.php?view=2